No começo de 2017, foi lançado o livro Educação Ambiental na Educação Básica: Entre a disciplinarização e a transversalidade da temática socioambiental. Esta obra foi um passo inicial no qual analisamos o embate entre diferentes visões sobre a Educação Ambiental (EA) Escolar, de forma que nos posicionamos a favor da transversalidade da questão socioambiental e contra a disciplinarização da EA representada pelo Projeto de Lei do Senado 221/2015. O exercício de reflexão realizado neste livro possibilitou a emergência de diversas dúvidas que orientam esta chamada:

  • Como fazer com que a adoção de temas transversais seja eficiente e eficaz?
  • Como desenvolver ações de EA nas instituições educativas em seus diferentes níveis educacionais, desde a educação infantil até os programas de pós-graduação e ambientalização curricular, que adotem o princípio da transversalidade?
  • Como desenvolver ações de EA em espaços não-formais de maneira transversal?
  • Quais experiências exitosas temos no Brasil?

Neste contexto, iniciamos com esta chamada o processo de organização de uma segunda obra, que vai além da discussão disciplinarização X transversalidade, demonstrando ações inovadoras e transversais de educação ambiental. Desta forma, convidamos as educadoras e educadores ambientais, assim como outros profissionais, que adotam em suas práticas o princípio da TRANSVERSALIDADE a escrever um texto para esta obra.

A proposta deste livro emerge da importância de darmos visibilidade às práticas pedagógicas, em diversos contextos (formais e não formais), que conseguem vencer os desafios da educação tradicional, fragmentadora, e trabalhar com a transversalidade. O capítulo deve apresentar uma descrição da prática desenvolvida acompanhada de uma análise à luz de referenciais teóricos;

Normas

  • Formato do arquivo de texto (.doc, .docx ou similar, preferencialmente, .docx);
  • Fonte: Times New Roman;
  • Tamanho da fonte: 12;
  • Texto justificado;
  • Espaçamento: 1,5 entre linhas, sem espaço entre os parágrafos (sem espaçamento antes e depois) e com recuo de 1,25 cm na primeira linha de cada parágrafo. Exceto as referências que são alinhadas à esquerda;
  • Cabeçalho simples: título/autores/instituições. Capa: não incluir.
  • Extensão: O texto deve extensão entre 10 e 20 páginas.
  • Plágio: os capítulos serão analisados por ferramenta anti-plágio, assim, é essencial que todas as fontes das informações sejam indicadas, assim como evitem auto-plágio.
  • Avaliação: a avaliação dos textos será realizada pelos organizadores, seguida pela dupla leitura às cegas entre os autores.

A obra será, inicialmente, submetida às editoras comerciais para averiguar o interesse. Em caso negativo, faremos a auto-publicação (pdf com ISBN disponibilizado na internet).

Data limite para envio: 31/dezembro/2017

Envio: os textos devem ser enviados para os e-mails lamimguedes@gmail.com e rafael.araujo.monteiro@gmail.com, assim como dúvidas e comentários.

Valdir Lamim-Guedes

Rafael de Araujo Arosa Monteiro

Organizadores

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Resumo:O texto apresenta um jogo de tabuleiro que proporciona de forma lúdica, reflexões sobre questões socioambientais presentes na Ilha de Santa Catarina, inserida no Bioma Mata Atlântica. O objetivo do material é contribuir com o conhecimento do lugar e de forma lúdica vivenciar a Educação Ambiental.

Palavras-chave: Lúdico,Mata Atlântica, Questões Socioambientais, Educação Ambiental.

MOSER, M. A. C. ; LAMIM-GUEDES, V. . Jogo “Trilha na Ilha”: a educação ambiental a partir do conhecimento da Ilha de Santa Catarina. Educação Ambiental em Ação, v. 61, 2017.

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Cachorro de caça encontrado dentro do Parque Estadual Nova Baden, Lambari, sul de Minas Gerais.

Resumo. Este trabalho visou caracterizar as atividades de caça de mamíferos no Parque Estadual Nova Baden (PENB), Lambari, sul de Minas Gerais e entorno. Foram realizadas 14 entrevistas com caçadores. O perfil dos entrevistados é de moradores da zona rural, reduzidas renda e escolaridade e com idade entre 30 e 40 anos. Foram registradas oito técnicas de caça especificas para cada espécie: Veado-mateiro (Mazama americana), duas técnicas para Paca (Cuniculus paca), duas técnicas para Tatu-galinha (Dasypus novemcinctus), Capivara (Hydrochoerus hidrochaeris), Quati (Nasua nasua) e Preá (Cavia aperea). As espécies caçadas no PENB diferem pouco das outras Unidades de Conservação, o que coloca em risco a sobrevivência destas espécies no bioma Mata Atlântica, sendo duas espécies ameaçadas de extinção (veado e paca). A caça, juntamente com a fragmentação dos habitats, são alterações antrópicas que colocam em risco a dinâmica ecossistêmica, causando impactos de difícil mensuração nas áreas protegidas.

Palavras-chave: caça, mamíferos, biologia da conservação, unidades de conservação.

OLIVEIRA-VILELA, A. L. ; LAMIM-GUEDES, V. . Aspectos da caça predatória de mamíferos no Parque Estadual Nova Baden, Lambari, Minas Gerais. INTERFACEHS, v. 12, p. 115-127, 2017.

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capa

Resumo. Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA) são incentivos, financeiros ou não, para a conservação ambiental e a manutenção dos serviços ecossistêmicos. As iniciativas de PSA têm como princípio uma transição voluntária na qual um serviço ambiental, como a produção de água ou o desmatamento evitado, é adquirido de um provedor deste serviço condicionado ao compromisso da manutenção no oferecimento deste. Neste texto são apresentados três casos brasileiros de PSA: recursos hídricos, desmatamento evitado e a minimização dos conflitos entre proprietários rurais e grandes carnívoros. Estes três estudos de caso demonstram que a heterogeneidade é uma característica em relação aos PSA devido a algumas particularidades: diversidade de serviços ambientais, variedade de arranjos institucionais envolvidos nesses projetos e de fontes de financiamento. A conclusão geral é de que, apesar dos desafios e problemas enfrentados, é inegável o potencial dos PSA como mecanismos de geração de renda e estímulos a conservação ambiental.

Palavras-chave: Incentivos Fiscais e Financeiros; Desmatamento; Degradação Ambiental; Recursos Hídricos; Conflitos Socioambientais.

LAMIM-GUEDES, V.; FERREIRA, L. ; CARVALHO, P. P. P. ; CAMARGO, P. L. T. . Pagamento por serviços ambientais como instrumento para políticas públicas de conservação ambiental. INTERFACEHS, v. 12, p. 2-17, 2017.

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CapturarO primeiro capítulo, intitulado Aproximações entre História da Ciência, Ensino de Ciências e Educação Ambiental, escrito pelo autor Valdir Lamim-Guedes, apresenta uma compreensão mais complexa do que é a Ciência, de sua História e de sua relação com o Ensino de Ciências e a Educação Ambiental, envolvendo especificamente os estudos sociais da Ciência. A proposta do autor é compreender a Ciência para questionar o uso e as informações científicas de modo que essa compreensão possa contribuir para uma educação científica e ambiental mais contextualizada e significativa. Apesar do referido estudo não apresentar discussões acerca da formação de professores (seja inicial ou continuada), o autor enseja que as informações apresentadas contribuam para a atuação docente e para um ensino mais relevante para os alunos, pois apresenta uma visão mais contextualizada e real da Ciência, como um produto da ação intelectual humana, dinâmico e passível de erros e questionamentos (Trecho da apresentação dos Organizadores).

LAMIM-GUEDES, V. Aproximações entre História da Ciência, Ensino de Ciências e Educação Ambiental. In: SOUSA, T. L.; SOUSA, J. M. (Orgs.). Ensino de ciências: perspectivas atuais. 1ed.Rio de Janeiro: Dictio Brasil, 2017, v. 1, p. 20-47.

Acesse o livro através do link https://drive.google.com/open?id=0B4uYprBdP-V8QUhQd0ItUUpwblk

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Resumo: O uso de atividades lúdicas consiste em um importante recurso didático no ensino de temas socioambientais, tanto em espaços formais quanto não-formais, pois apresenta conteúdos, estimulando a sociabilidade e a criatividade e gerando, portanto, motivação e vontade de aprender. Esse trabalho propõe o uso de um jogo de cartas como método de reflexão e tomada de decisões acerca de grandes problemas socioambientais da atualidade.

Palavras-chave: Ecologia; Meio Ambiente; Desequilíbrio socioambiental.

MELO, R. R. ; LAMIM-GUEDES, V. Jogo Educar para a Sustentabilidade: o uso da ludicidade como ferramenta para reflexão e tomada de decisões. Educação Ambiental em Ação, v. 60, 2017.

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Resumo: O texto apresenta um jogo didático de tabuleiro que aborda conceitos de meio ambiente e preservação. O objetivo com este jogo é de melhorar a relação ensino-aprendizagem, além de abordar a Educação Ambiental de forma atrativa e motivadora. Com isto, espera-se proporcionar aos jogadores desenvolvimento de capacidades e intervenção nos fenômenos ambientais e constituir material didático de apoio para ensino visando melhorar a compreensão dos assuntos que envolvem os temas abordados no jogo.

Palavras-chave: Educação Ambiental; Jogo didático; Lúdico; Prática educativa;

COMETTI, R. R. ; LAMIM-GUEDES, V. . Jogo de Tabuleiro ?Vamos Brincar de Aprender?: subsidio para atividades educativas de educação ambiental. Educação Ambiental em Ação, v. 60, 2017.

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A Revista Educação Ambiental em Ação completa, nesta edição, quinze anos – 15 anos de edições trimestrais. Começamos com um grupo pequeno, com a ideia de que estaríamos suprindo a necessidade de divulgar temas ambientais. Em 2002 discutia-se mundialmente o aquecimento global. No Brasil, o debate girava sobre a aprovação da Lei de Gestão de Resíduos, as políticas de Educação Ambiental (EA); em 2006 O Congresso Ibero Americano de EA, em Joinville, discutia o Programa Nacional de Educação Ambiental (ProNea), os resultados dos diversos debates luso-brasileiros e ibero-americanos sobre EA e meio ambiente. E foram gerando espaços para formação de grupos. Destes grupos surgiram materiais didáticos resultados de estudos, pesquisas, debates.

A revista começou com um sonho de um grupo em reunir materiais para disponibilizar a muitos, o que muitos praticavam isoladamente, e se tornou referência na Internet, no meio acadêmico, citações em bibliografias. Hoje, 15 anos depois, os nossos materiais contêm conhecimento na área de engenharias, saúde, arquitetura, administração empresarial, movimentos sociais, administração pública e escolar, entre outros. São 15 anos em que o grupo foi se alterando, que a ciência evoluiu, que a tecnologia desenvolveu métodos de eficiência grandiosa.

Ainda lembro quando começamos e de quando os primeiros artigos chegavam. Líamos durante dois meses, revisávamos, devolvíamos ao autor, aguardávamos, ajustávamos figuras, gráficos, organizávamos em pastas, e no final se transferia para a página da revista. Tudo era, e ainda é, combinado por e-mail. E a Bere virando as madrugadas para colocar tantos materiais na rede em tempo de lançar a revista na data divulgada; a nossa preocupação também era, e ainda é, com a qualidade e cumprir o prazo estabelecido. A nossa colaboradora e amiga Sol Karmel que participou ativamente desta construção, sempre ajudando. Foi ela quem providenciou a nossa ficha catalográfica, além de colaborar com envio de artigos, sugestões, sempre destacando a importância de um conteúdo com qualidade, sendo que fez parte do corpo editorial por diversos anos. O editor Júlio, através do seu amplo conhecimento em informática e tecnologia, foi o responsável pela criação do ambiente virtual que hoje está com um sistema bastante complexo para promover melhor interatividade entre autores e editores. Foi ele quem incrementou a nossa Revista com o design e a praticidade do sistema de inclusão de materiais.

E foi assim, a muitas mãos distantes, mas muito próximas em ideais, que a revista foi crescendo. Enfim, passaram-se 15 anos e o nosso agradecimento vai para todos os colaboradores que continuam abrilhantando a equipe da Educação Ambiental em Ação; para os leitores, que nos prestigiam com a leitura e divulgação da revista; para os profissionais que incrementaram EA nos seus temas de trabalhos e mudaram comportamentos nas atividades desenvolvidas, melhorando assim a qualidade ambiental.

Então, nesta edição, ao completar 15 anos, de sonhos, de trabalho, de amizades, de divulgação da EA, sabemos que o nosso caminho está só começando, e que vamos alcançar mais espaço nas áreas de conhecimento, pois juntos nos tornamos mais fortes e melhores.

Queremos dividir com todos esta nova e comemorativa edição, cheia de trabalhos de especial qualidade, em que pessoas se empenharam em fazer o melhor, pelo ensino, pela pesquisa, PELO MEIO AMBIENTE. Em tempos de valorização das Redes Sociais, Curtam, Compartilhem e Apreciem a nossa edição de quinze anos, que está recheada de muita emoção. São muitos os nossos colaboradores e todos são importantes para que estejamos comemorando esta data tão especial, então MUITO OBRIGADO, com muito carinho,.

Sandra Barbosa e equipe da revista Educação Ambiental em Ação

www.revistaea.org

 

Resumo: Alfabetização científica refere-se a um processo de obtenção de informações tecnocientíficas, mas também de compreensão de como a ciência funciona. Neste texto, partimos do conceito de alfabetização científica para analisar a relevância deste para o ensino de ciências e educação ambiental. No escopo deste trabalho, também trataremos das metodologias ativas, como a aprendizagem baseada na resolução de problemas e trabalhos de campo. Desta forma, os professores de ciências e educadores ambientais podem usar as perspectivas da alfabetização científica e das metodologias ativas para buscar um ensino mais crítico, contextualizado e que permita a formação de cidadãos que possam responder à crise civilizatória.

Palavras-chave: Aprendizagem Baseada na Resolução de Problemas; Temas Geradores, Paulo Freire; Crise Ambiental; Ciência.

Referência: LAMIM-GUEDES, V. Alfabetização científica, contextualização e metodologias ativas no ensino de ciências e educação ambiental. Ensino, Saúde e Ambiente, v. 10, n. 1, pp. 238-256, Abril, 2017.

Texto completo Disponível em <http://ensinosaudeambiente.uff.br/index.php/ensinosaudeambiente/article/view/632/280>.

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