A Revista Educação Ambiental em Ação completa, nesta edição, quinze anos – 15 anos de edições trimestrais. Começamos com um grupo pequeno, com a ideia de que estaríamos suprindo a necessidade de divulgar temas ambientais. Em 2002 discutia-se mundialmente o aquecimento global. No Brasil, o debate girava sobre a aprovação da Lei de Gestão de Resíduos, as políticas de Educação Ambiental (EA); em 2006 O Congresso Ibero Americano de EA, em Joinville, discutia o Programa Nacional de Educação Ambiental (ProNea), os resultados dos diversos debates luso-brasileiros e ibero-americanos sobre EA e meio ambiente. E foram gerando espaços para formação de grupos. Destes grupos surgiram materiais didáticos resultados de estudos, pesquisas, debates.

A revista começou com um sonho de um grupo em reunir materiais para disponibilizar a muitos, o que muitos praticavam isoladamente, e se tornou referência na Internet, no meio acadêmico, citações em bibliografias. Hoje, 15 anos depois, os nossos materiais contêm conhecimento na área de engenharias, saúde, arquitetura, administração empresarial, movimentos sociais, administração pública e escolar, entre outros. São 15 anos em que o grupo foi se alterando, que a ciência evoluiu, que a tecnologia desenvolveu métodos de eficiência grandiosa.

Ainda lembro quando começamos e de quando os primeiros artigos chegavam. Líamos durante dois meses, revisávamos, devolvíamos ao autor, aguardávamos, ajustávamos figuras, gráficos, organizávamos em pastas, e no final se transferia para a página da revista. Tudo era, e ainda é, combinado por e-mail. E a Bere virando as madrugadas para colocar tantos materiais na rede em tempo de lançar a revista na data divulgada; a nossa preocupação também era, e ainda é, com a qualidade e cumprir o prazo estabelecido. A nossa colaboradora e amiga Sol Karmel que participou ativamente desta construção, sempre ajudando. Foi ela quem providenciou a nossa ficha catalográfica, além de colaborar com envio de artigos, sugestões, sempre destacando a importância de um conteúdo com qualidade, sendo que fez parte do corpo editorial por diversos anos. O editor Júlio, através do seu amplo conhecimento em informática e tecnologia, foi o responsável pela criação do ambiente virtual que hoje está com um sistema bastante complexo para promover melhor interatividade entre autores e editores. Foi ele quem incrementou a nossa Revista com o design e a praticidade do sistema de inclusão de materiais.

E foi assim, a muitas mãos distantes, mas muito próximas em ideais, que a revista foi crescendo. Enfim, passaram-se 15 anos e o nosso agradecimento vai para todos os colaboradores que continuam abrilhantando a equipe da Educação Ambiental em Ação; para os leitores, que nos prestigiam com a leitura e divulgação da revista; para os profissionais que incrementaram EA nos seus temas de trabalhos e mudaram comportamentos nas atividades desenvolvidas, melhorando assim a qualidade ambiental.

Então, nesta edição, ao completar 15 anos, de sonhos, de trabalho, de amizades, de divulgação da EA, sabemos que o nosso caminho está só começando, e que vamos alcançar mais espaço nas áreas de conhecimento, pois juntos nos tornamos mais fortes e melhores.

Queremos dividir com todos esta nova e comemorativa edição, cheia de trabalhos de especial qualidade, em que pessoas se empenharam em fazer o melhor, pelo ensino, pela pesquisa, PELO MEIO AMBIENTE. Em tempos de valorização das Redes Sociais, Curtam, Compartilhem e Apreciem a nossa edição de quinze anos, que está recheada de muita emoção. São muitos os nossos colaboradores e todos são importantes para que estejamos comemorando esta data tão especial, então MUITO OBRIGADO, com muito carinho,.

Sandra Barbosa e equipe da revista Educação Ambiental em Ação

www.revistaea.org

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Resumo: Alfabetização científica refere-se a um processo de obtenção de informações tecnocientíficas, mas também de compreensão de como a ciência funciona. Neste texto, partimos do conceito de alfabetização científica para analisar a relevância deste para o ensino de ciências e educação ambiental. No escopo deste trabalho, também trataremos das metodologias ativas, como a aprendizagem baseada na resolução de problemas e trabalhos de campo. Desta forma, os professores de ciências e educadores ambientais podem usar as perspectivas da alfabetização científica e das metodologias ativas para buscar um ensino mais crítico, contextualizado e que permita a formação de cidadãos que possam responder à crise civilizatória.

Palavras-chave: Aprendizagem Baseada na Resolução de Problemas; Temas Geradores, Paulo Freire; Crise Ambiental; Ciência.

Referência: LAMIM-GUEDES, V. Alfabetização científica, contextualização e metodologias ativas no ensino de ciências e educação ambiental. Ensino, Saúde e Ambiente, v. 10, n. 1, pp. 238-256, Abril, 2017.

Texto completo Disponível em <http://ensinosaudeambiente.uff.br/index.php/ensinosaudeambiente/article/view/632/280>.

Incluindo o capítulo Saberes docentes e Educação Ambiental Escolar: Desafios para atuação e formação docentes.

Resumo: Este texto está baseado em uma perspectiva interdisciplinar que busca um diálogo entre dois campos: campo ambiental, mais especificamente a educação ambiental, e os saberes docentes. Com isto, buscamos tratar da atuação e saberes docentes relacionados à temáticas socioambientais na educação básica. Os desafios da prática pedagógica surgem como forma de compreensão do trabalho do professor, assim como permitem a reflexão e autoformação dos educadores enquanto educam. A partir deste texto, esperamos elucidar alguns dos saberes necessários à uma ação pedagógica mais significativa, contextualizada, crítica e que favorece a autonomia, seja dos próprios educadores, quanto dos alunos, sendo estes saberes alvo de sua busca pessoal em uma formação continua.

LAMIM-GUEDES, V.. Saberes docentes e Educação Ambiental Escolar: Desafios para atuação e formação docentes. In: MELO, E. S. N.; MORAIS, E. M.; SANTOS, C. R.. (Org.). Interdisciplinaridade e Ensino: saberes docentes, desafios da prática. 1ed. Rio de Janeiro: Dictio Brasil, 2017, v. , p. 192-228.

Capa ebook1

Este livro nos apresenta de forma original um conjunto de artigos que aborda o tema da educação ambiental nas escolas num contexto em que se debatem mudanças que se coloca em questão o desenho curricular e os potencias riscos que pode promover na formação dos estudantes. O livro mostra a relevância de trazer à tona questões que permeiam o conflito interdisciplinaridade e disciplinarização apresentando a importância da participação de todos os atores que possuam interface com o debate, defendendo a transversalidade da temática ambiental (Trecho do Prefácio do Profº. Drº. Pedro Roberto Jacobi – USP).

A concepção deste livro surgiu após a proposição do Projeto de Lei do Senado (PLS) 221/2015 de autoria do Senador Cássio Cunha Lima. Este PLS trata de uma questão há muito discutida no campo da educação ambiental (EA): devemos transformá-la em disciplina ou trabalhar de modo transversal seus temas? Além disso, propõe alterações na Lei nº 9.795/99 que institui a Política Nacional de Educação Ambiental, sugerindo a inclusão de um novo objetivo para a EA.

Esta obra é um primeiro passo no qual buscamos analisar o embate entre diferentes visões sobre a Educação Ambiental Escolar, de forma que nos posicionamos a favor da transversalidade da questão socioambiental e contra a disciplinarização da EA.

O livro é composto por 13 capítulos e 2 anexos de alunos da Pós-graduação em Educação Ambiental para Sustentabilidade do Centro Universitário Senac-Santo Amaro (São Paulo-SP) e autores convidados. O arquivo PDF do livro está disponível para download a partir do link Baixe o ebook.

Referência: LAMIM-GUEDES, V.; MONTEIRO, R. A. A. Educação Ambiental na Educação Básica: Entre a disciplinarização e a transversalidade da temática socioambiental. 1. ed. São Paulo-SP: Perse, 2017. 105p.

Chamada para capítulos sobre ações de educação ambiental

Vídeo sobre o antropoceno indicado como recurso didático para tratar deste tema em ações educativas.

Resumo: O conceito de antropoceno está baseado no processo de modificação da natureza. As diferentes conceituações do termo indicam em seu significado um processo de transformação da natureza realizado em grande parte pela espécie humana. E tais transformações tem potencial de alterar profundamente a organização do planeta assim como o fizeram os grandes eventos que marcam o final e o início de uma nova era geológica. Neste texto,a partir da apresentação deste conceito, tratamos da problemática socioambiental que está relacionada a este. A seguir, tratamos da educação ambiental e de sua inserção neste debate. Por fim, propomos atividades focadas no conceito de antropoceno. Objetiva-se com este texto apresentar conceitos e propor formas de problematizá-los em ações de educação ambiental, sendo que as propostas não são apresentadas como fechadas, mas como ideias iniciais para que os educadores se inspirarem e modificarem conforme a sua realidade.

Palavras-chave: crise ambiental; crise civilizatória; degradação ambiental;

MATOS, D. D. ; RODRIGUES, A. P. ; LIMA, R. C. ; LAMIM-GUEDES, V. . A inserção da educação ambiental na discussão sobre o Antropoceno. Educação Ambiental em Ação, v. 59, p. —, 2017; Meio de divulgação: Digital. Homepage: http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=2636;

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Figuras a-f: a) e b) Paisagem do município de Dom Viçoso; c), d) e e) moradores  de Dom Viçoso que utilizam plantas medicinais; f) Eucalyptus sp. ; g) Plectranthus barbatus Andrews.

Resumo: Realizou-se um levantamento de plantas medicinais em relação ao uso, modo de preparo e frequência de uso das mesmas utilizadas pelos moradores no Município de Dom Viçoso, Minas Gerais. Foram realizadas entrevistas de março a maio de 2009, com pessoas de ambos os sexos. Foram realizadas 15 entrevistas, a partir das quais foram registradas 36 espécies de plantas consideradas medicinais, distribuídas em 17 famílias botânicas. Nesse contexto, verificou-se que o uso tradicional de plantas medicinais vem perdendo espaço gradativamente ao longo das gerações para outras formas de tratamento, situação que deve ser revertida em vista dos benefícios para a população das plantas medicinais.

Palavras-chave: Plantas medicinais; Ecologia de Saberes; Fitoterapia.

PAIS, C. J. ; LAMIM-GUEDES, V. . Conhecimento e uso popular de plantas medicinais em Dom Viçoso, MG: uma abordagem etnobotânica. Educação Ambiental em Ação, v. 59, 2017. Disponível em http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=2701.

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