Ruínas à beira do Rio Douro, Porto, Portugal. Novembro de 2012.

RESUMO: Lê-se, neste ensaio, uma “estória” recontada. Desde a Grécia antiga, em que Natureza e divino se confundem, o Homem tenta domar e invadir o espaço do sagrado/natural. A tragédia se abate sobre o herói ao mesmo tempo em que este domina uma parte da Natureza. Esta mesma natureza, já não divinizada, mas ainda pungente, tenta reaver seu espaço, lenta como a divindade imortal, que não vê em si mesma um sentido de finitude e imediatismo, presentes no que é propriamente humano. Assim, caminhando pelas cidades impermeabilizadas pelo asfalto e concreto, a natureza ainda resiste e se reafirma infinita sobre a obra humana, quer num broto que nasce de uma rachadura do asfalto, de raízes que racham as calçadas ou de samambaias ou árvores que dominam ruínas abandonadas.

PALAVRAS-CHAVE: Ambiente. Natureza. Arte. Urbano. Percepção de Mundo.

ReferênciaGONTIJO-ROSA, C. J ; LAMIM-GUEDES, V. Ensaio sobre a luta da Natureza contra o desaparecimento. ClimaCom Cultura Científica – pesquisa, jornalismo e arte, v. 2, n, 3, 2015.

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