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Trecho da entrevista de Dojival Vieira – Brasileiro, advogado, jornalista e ativista contra o racismo – ao site Zwela Angola.

No Brasil se pratica a modalidade de racismo mais perversa, mais insidiosa e letal porque trata-se de um racismo camuflado que em circunstância nenhuma se assume. É como uma doença, que se esconde no corpo social e vai produzindo efeitos, a começar pela destruição da auto-estima da criança negra. É muito comum que uma pessoa quando flagrada em ato ou prática racista saia-se com a clássica afirmação: “Mas, como posso ser acusada, se o meu melhor amigo é negro?”. Trata-se de um álibi, frequentemente utilizado.

Por ser “invisível”, silencioso, é mais difícil de ser combatido. Eu costumo dizer que o racismo no Brasil é como uma serpente muita perigosa, que é mantida num quarto escuro em que todos nós negros somos obrigados a viver. Enquanto não a tocamos, ela está lá. No momento em que a tocamos ou chegamos perto, ela nos ataca sem nenhuma piedade ou complacência. Por conta disso é muito comum ouvir-se, até mesmo de pessoas negras, que nunca foram discriminadas. Ou seja: essas pessoas nunca se sentiram discriminadas, simplesmente, porque passaram a conviver “pacificamente” com um inimigo que demarca os seus passos e limita as suas possibilidades de crescimento, ascenção e mobilidade social.

Veja a entrevista completa aqui

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