“Nesse aspecto, nossa tese é de que sempre que uma dada forma de representação do mundo, de construção de uma realidade sofre eventos que a transforma; tal transformação pode desembocar, também, na concepção que se tem dos seus semelhantes; dos objetos construídos para a satisfação das necessidades materiais e culturais; bem como dos elementos apreendidos como forma de desenvolvimento de um dado modo de produção – o que inclui, também, a produção da riqueza e sua acumulação em processos sociais desiguais. Isso implica na consideração de que diferentes formas de relações sociais construíram formas diversas de relação com a natureza, de forma que no trato histórico da ideia de natureza – podemos falar de naturezas. Assim, junto com a “crise” da mentalidade medieval européia, no seio da qual se desenvolve a sociedade moderna, um sentido de natureza também entrou em crise e outro passou a se constituir como simbologia e se materializou no espaço da modernidade”.

COSTA, J. M.; RICHETTI, P. O natural e o social na crise ambiental. Reflexões sobre a relação sociedade-natureza. Ecología Austral. 21: 363-368. 2011

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