Autor: Fabiano Ávila   –   Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais

Pela primeira vez um estudo comprova que quanto mais diverso é um ecossistema mais ele é resistente aos efeitos negativos do aquecimento global e à desertificação

Publicado na atual edição da revista Science, “Plant Species Richness and Ecosystem Multifunctionality in Global Drylands” é resultado do trabalho de mais de 50 cientistas de 14 países que analisaram ecossistemas de todos os continentes e concluíram que a diversidade das espécies de plantas é fundamental para evitar a desertificação e as piores consequências das mudanças climáticas.

“O que descobrimos sugere que a diversidade das plantas é especialmente importante para manter funções ecossistêmicas ligadas ao ciclo do carbono e nitrogênio, que são fundamentais para o sequestro de gases do efeito estufa e para a fertilidade do solo”, afirmou David Eldridge, um dos coautores do estudo.

Já é reconhecido que a perda de biodiversidade diminui a qualidade dos serviços ambientais de uma região, afetando funções como a manutenção de recursos hídricos e a decomposição de resíduos.

A importância deste novo estudo está em comprovar de maneira científica que a diversidade da vida vegetal é um fator a ser preservado a todo o custo para evitar a perda desses serviços e para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

“Esta é a mais extensa pesquisa sobre a ligação entre a diversidade das plantas e sua função para os ecossistemas”, destaca Eldridge.

Texto completo:

Plant Species Richness and Ecosystem Multifunctionality in Global Drylands

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