Pouco se ouve a população e a mídia discutindo acerca do projeto de lei, já aprovado na Câmara, PLC 30/2011, em trâmite no Senado Federal, o qual, uma vez convertido em Lei, substituirá o atual Código Florestal. Não se duvida, porém, que o povo brasileiro lhe seja contrário, se forem sabidas e consideradas as conseqüências nefastas que as alterações implicarão, segundo voz uníssona da comunidade científica, na sobrevivência dos biomas brasileiros (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa), na existência de milhares de espécies (que serão extintas), na manutenção e proteção dos recursos hídricos (que serão assoreados e se tornarão cada vez mais escassos) e dos elementos de regulação do clima. Qual a razão, então, de tanta pressa dos parlamentares na aprovação de tamanha insanidade?

Por Fernanda Menna Pinto Peres

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ADJ (Associação de Juizes para a Democracia) Ano 14 – nº 55 – Setembro – Novembro – 2011

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