A produção do conceito de desenvolvimento sustentável representa, por um lado, uma alentora tentativa de reconciliar a busca do bem-estar presente com a segurança de condições de vida satisfatórias no futuro. Por outro lado, há uma preocupante tendência a que se torne mais uma panaceia salvacionista, que ilude os alarmados e inibe os alarmistas, sem necessariamente resolver os problemas que geraram o alarme (BURSZTYN, 1993).

Não se trata de algo conjuntural, mas do esgotamento de um sistema que tem como motor o ter e o acumular. Um desenvolvimento que tem como pressuposto básico o crescer mais, sem parar, sem respeitar limites naturais. Tudo para concentrar riquezas, não importando a destruição ambiental que possa haver, nem que essa geração de riqueza seja, ao mesmo tempo, geração de pobreza, exclusão social, desigualdades de todo tipo (GRZYBOWSKI, 2011).

A reflexão deste post tem a ver com o texto A inflação e a dívida pública, como podemos falar em sustentabilidade, investimento em fontes alternativas de energia, fim do desmatamento, combate a pobreza, e assim por diante, com um orçamento da união como este? A única sustentabilidade que existe neste caso, é a financeira, dos grandes especuladores.

Referências:

BURSZTYN, M. Apresentação. In: BURSZTYN, M. Para Pensar o Desenvolvimento Sustentável. São Paulo: Brasiliense, 1993. p. 7-8.

GRZYBOWSKI, C. Medidas da riqqueza – Mudar Mentalidades e práticas: um imperativo. Le Monde Diplomatique Brasil, maio 2011. Disponivel em: <http://diplomatique.uol.com.br/edicoes_especiais_artigo.php?id=11&gt;. Acesso em: maio 2011.

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