Carros causam controvérsia ambiental

A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) aumentou o percentual opcional de participação do etanol na mistura de combustível de carros e caminhões leves. A mistura poderá ter 15% de etanol, para veículos fabricados em 2007 ou após esta data. É o primeiro aumento do etanol na mistura em 30 anos. Desde 1979, os veículos tinham a opção de usar apenas 10% de etanol misturado à gasolina.

A EPA esclarece que testes mostraram que os motores não sofrerão perdas de desempenho com a nova medida. Ela atinge apenas 42 milhões de automóveis, ou 20% da frota nacional, mas isto provocará uma economia substancial de combustível fóssil e redução das emissões de carbono.

A decisão foi tomada depois que um grupo ativista, o Green Energy, entrou com uma petição à EPA em março de 2009 pedindo a revisão da regra, e que fossem incluídos todos os automóveis fabricados depois de 2001. De acordo com estudo da entidade, isso criaria 136 mil novos empregos no setor de energia limpa, reduziria em 20 milhões de toneladas as emissões anuais de carbono e reduziria a quantidade de petróleo importado por ano em 4.38 bilhões de barris.

A EPA provavelmente conduzirá testes para verificar a viabilidade da inclusão dos carros e caminhões fabricados de 2001 a 2006. Se isto for aprovado, mais 86 milhões de automóveis e caminhões leves serão adicionados.

Mas a medida levanta questões sobre sua sustentabilidade. A maior parte do etanol produzido nos EUA vem do milho. De acordo com relatório do Banco Mundial, o desvio de milho e outros grãos para a produção de biodiesel levou a um aumento de 75% no preço dos grãos, e a uma crise alimentar mundial.

Além disso, a produção em larga escala de milho para o etanol, informa o Clean Technica, envolve o uso maciço de fertilizantes, enorme quantidade de água, contribui com a erosão do solo e produz poluição em águas limpas.

Fonte Planeta Sustentável

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