19 de abril é o dia do Índio.

E com atraso, faço uma pequena reflexão sobre o dia do índio. Ontem estava em São Paulo, no metrô Liberdade (Bairro Japonês da capital Paulista), quando surgiu uma menina “japinha” com a mãe. Ela estava com o rosto pintado e com um cocar na cabeça…

Acho que este tipo de atividade desenvolvida nas escolas é muito importante para que a gente possa viver a Diversidade Real, ou seja, tratar as pessoas de forma igualítária, aceitando cada um como é, sendo índio, negro, gay… E considerando que cada um contribui para a sociedade, ao seu jeito e dentro de suas possibilidades, e que é a nossa própria sociedade, discriminadora e desigual, que impede de muitos participarem mais da vida em sociedade.

Lógico que não dá para valorizar a cultura indigena, ou falar de viver a diversidade real, apenas uma ou algumas vezes ao ano. Estes temas tem que ser transversais (ver parâmetros curriculares nacionais) ao todos os outros discutidos durante as aulas. Fora das escolas também é necessário discutir a contribuição de cada pessoa ou grupo social para a sociedade, valorizando tal contribuição por menor que seja (ao olhos dos outros).

Todos os dias são dias dos índios, das mulheres, das crianças, da consciência negra…Mas parar um dia para pensar especificamente em um grupo social serve para chamar a atenção de quem ainda não se tocou sobre o que é viver em sociedade.

Veja também:

Dia do Índio: a Diversidade Real e o racismo nosso de cada dia.

No caso da contribuição dos indigenas a nação brasileira veja os posts já publicados neste blog:

Contribuição dos Indígenas para a Sociedade Brasileira;

O Artesanato dos Índios Kisêdjê e a Operação Moda Triste do Ibama em Canarana (MT): aspectos socioambientais

O Artesanato dos Índios Kisêdjê e a Operação Moda Triste do Ibama em Canarana (MT): Aspectos legais

Se não fossem índios

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