A polícia dinamarquesa não deixou por menos. Prendeu muita gente durante as manifestações pelo clima na capital dinamarquesa. João Talocchi, da campanha de clima do Greenpeace do Brasil, fotografou uma fileira de manifestantes algemados sentados no chão, esperando pela triagem policial (foto Greenpeace).

No post do Greenpeace algumas pessoas comentaram que concordam com a ação da polícia, não que ela seja exatamente errada. Mas aqui vale uma reflexão:

A policia fez certo? Será? A idéia das ações diretas é…

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questionar a legitimidade da COP, por um simples fato, qual a representatividade dela? Um punhado de engravatados discutindo o futuro global, porém, mais preocupados com o próprio bolso.

A manifestação pacifica de ontem (12-dez) teve seu grande valor, mas as ações diretas também, questionar! é isto.

Ação direta é uma forma de ativismo, que usa métodos mais imediatos para produzir mudanças desejáveis ou impedir práticas indesejáveis na sociedade, em oposição a meios indiretos, tais como a eleição de representantes políticos, que prometem soluções para uma data posterior, ou o recurso ao sistema jurídico.

Bom, para quem ficar pensando “que sacanagem quebrar vitrines”, reflita: que sacanagem é maior? Estas vitrines ou, por exemplo, quem vai sofrer mais com as mudanças climáticas são os mais pobres (africanos, países-ilhas…).

Considerar as mudanças climáticas apenas como problema técnico é muito mais absurdo que quebrar vitrines. Considerar o meio ambiente como a nova vedete do capitalismo – capitalismo Verde (20 teses contra o capitalismo verde) – é muito mais absurdo que quebrar vitrines, no entanto, isto com certeza não fica escancarado nas manchetes por ai.

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