Este Post é em reposta a um outro, intitulado: ONU quer restringir soberania brasileira sobre Amazônia do Blog “Vi o Mundo”.

Efeito estufaÉ bastante difícil ter uma versão do que seria a verdade quanto ao REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação), assim como para outros assuntos sobre os problemas ambientais. Desta forma, realmente, do jeito que estão sendo levadas às negociações para um acordo na COP15 pode ser que a soberania nacional esteja em risco. É um risco real, que deverá estar muito claro em Copenhague, no entanto, mandar para aquele lugar esta proposta (dos REDD) sem conhecê-la direito é o mesmo de dizer que os países ricos não devem reduzir suas emissões.

Alguns dados importantes:

O Haiti, o país mais pobre da América tem apenas 3% de suas florestas originais, enquanto a Republica Dominicana, que divide a mesma ilha com ele, tem uma boa cobertura (mais de 40%), tendo um nível de renda e IDH semelhante ao do Brasil. Angola e Argélia são grandes produtores de Petróleo, e se isto fosse sinal de riqueza estariam muito melhor do que nós.

Declarações recentes do Presidente Lula do tipo “entre soja e floreta, fico com a soja”, ou então “que barrar a construção de hidrelétrica por causa de bagrezinhos ou pererecas é ridículo” são algumas mostras de dois pontos importantes. Ou atitudes do tipo: colocar a relatoria do projeto da MP do desmatamento (MP458) na mão de uma ruralista ao invés de qualquer outra pessoa, demonstra o compromisso com o País.

1) o fato de degradar o meio ambiente não é a receita para desenvolvimento. Alem, dos dois exemplos acima, um outro exemplo, saiu na Science este ano que o desmatamento na Amazônia brasileira eleva o IDH dos municípios por cerca de 15-20 anos e depois ele retorno a um nível muito mais baixo que o anterior. Um outro exemplo, Ouro Preto, era e ainda é uma mina de metais preciosos, ouro, ferro, alumínio… Por este motivo, esta cidade tem um IDH mediano? Convenhamos era para ser alto. Tendo ainda, um turismo fortíssimo e uma Universidade Pública. Puts! A qualidade de vida em Itanhandu-MG é muito melhor que lá, saúde, educação…

2) Qual a política ambiental brasileira? A supremacia que defendemos é qual? levar mais pobreza para a região amazônica e ainda piorar a situação do clima global?

Dados recentes apresentados pelo Ministro Carlos Minc (10 dias atrás): de janeiro a agosto deste ano, o desmatamento foi o menor dos últimos 20 anos, apenas 1000 caminhões de madeira POR MÊS! Outro dado “interessante”. 75% das emissões brasileiras é por desmatamento e fogo florestal.

Alternativas ao desmatamento são mil, alguns exemplos: extrativismo controlado de frutas, madeira e outros produtos florestais, a produção em sistema agroflorestal e o pagamento por serviços ambientais (PSA). Os PSA englobam o mecanismo de REDD, que se for levado o mecanismo em si, pagar para alguém não desmatar, é espetacular!!! vc assim fornece uma renda complementar ao produtor, mantendo a floresta em pé, com a sua dinâmica ativa e ainda mantém estas pessoas no campo. Sobre a África, se aplica o mesmo. Pois dá para fornecer qualidade de vida, sem degradar exageradamente o meio ambiente.

O problema qual é então? Nas negociações querem colocar a redução de desmatamento como única solução para mitigar as mudanças climáticas, isto é inaceitável!! Assim sim, “vai tomar nos respectivos cús de cada um que defende isto”. O atenuação das mudanças climáticas passam por mudanças de comportamento de cada um, do paises ricos e pobres, e de seus cidadãos.

Por fim, a questão ambiental virou uma guerra de informações, e vai piorar, ano que vem tem eleições! Assim, sempre tem dois lados uma mesma moeda, o desafio é que os dois sejam justos!

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